JOVENS & MISSÃO

Somos jovens! Somos Cristãos! Somos Missionários! Queremos ter sempre o coração e o espírito jovens, abertos e disponíveis ao mundo, à humanidade, à Missão, a Cristo. Procuramos viver na alegria, na esperança, no compromisso, no serviço. Só assim se "vive ressuscitado" com Cristo.

terça-feira, 29 de abril de 2008

É bom saber


Os jovens e a Igreja

Enquanto preparo um texto para discussão sobre a pastoral vocacional juvenil, vem-me à mão um texto de Adérito G. Barbosa num livro intitulado “O jovem e a vocação”. Não resisto de o partilhar convosco. Aqui vai:

“Um grande número de jovens diz que acredita em Deus e em Jesus Cristo, mas só um grupo reduzido é que aceita a Igreja como comunidade e como mediação de fé. Os outros sentem-se desiludidos com a Igreja.
Entrevistado um aluno da Escola Superior de Educa­ção: o que pensam os jovens da Igreja?
«A Igreja? Os jovens nem sabem que existe».
Carlos respondeu:
«São poucos os jovens que se interessam pela Igreja. A maior parte deles ignoram-na ou têm medo porque não querem mudar o estilo de vida».
Estêvão: «A Igreja é para mim a única instituição ca­paz de dar qualquer coisa, algum valor. A vida política só desilude. Na Igreja vive o Espírito».
Alexandre: «Na Igreja eu confronto-me com os ou­tros. Este confronto pode ser na Missa dominical ou nos encontros de jovens ou mesmo no diálogo directo com o padre».
Serafina, universitária de 24 anos: «A Igreja é uma comunidade de pessoas».
Mónica: «Na Igreja é todo o homem que fala, cada um leva a sua experiência e a sua personalidade».
António: «Como instituição, a Igreja está muito longe de mim. O encontro com o padre foi positivo para eu mudar a minha atitude para com a Igreja. Participo por uma atitude interior e não por hábito».
Interrogado um sacerdote brasileiro, professor univer­sitário: «De uma maneira geral, os jovens confiam e es­peram na Igreja como única força libertadora. Há um re­florescer de muitos grupos de jovens cristãos».
Dizia um psicanalista: «Os jovens têm necessidade de simplicidade, de afectuosidade, de encontrar no grupo qualquer coisa que não seja um inimigo».
Estamos a cair numa época em que os jovens se con­vencem de que Deus não diz nada ao homem e à mulher”.


E tu, o que pensas? Deixa o teu comentário!

 

1 Comments:

Blogger Carlos Alberto Videira said...

Eu vejo na Igreja um espaço de comunhão e o unico meio de solidariedade eficaz da sociedade civil hoje em dia.

No entanto, também percebo aqueles que se sentem afastados.

Porque por vezes a Igreja também está muito fechada em si própria e nos seus rituais.

Não percebo como no primeiro ano de catequese se ensina às crianças que Jesus é o nosso melhor amigo e ao mesmo tempo se diz coisas como "Deus castiga".

Não entendo porque para rezar se ensina às crianças aquelas formulas com palavras que elas não percebem não estabelecendo com Deus uma relação de proximidade.

É por isso que os meus amigos não rezam. Não percebem que uma oração não é uma formula, mas é sim o momento em que falamos com Deus e em que podemos dizer tudo aquilo que nos apoquenta e aflige, mas também as alegrias que com ele devemos partilhar.

Vejo também com tristeza na Igreja algumas disputas e certos jogos de interesses.

Vejo um assombroso fosso entre a Igreja que todos os dias sai às ruas para assistir aquilo que realmente foi fundamental para Jesus, que foi os pobres e a Igreja das pessoas que rezam e vão à missa mas agem totalmente ao contrário daquilo que dizem "amén".

E essa é a minha grande tristeza como católico: preferia ver as igrejas vazias com meia duzia de justos do que a abarrotar de hipocritas.

Não tenhamos medo de constatar que há cada vez menos pessoas a ir à missa. O que importa é que as que vão sejam comprometidas com Deus e com o desenvolvimento que já dizia o Papa Paulo VI ser "o novo nome da paz"

10:15 da tarde  

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