JOVENS & MISSÃO

Somos jovens! Somos Cristãos! Somos Missionários! Queremos ter sempre o coração e o espírito jovens, abertos e disponíveis ao mundo, à humanidade, à Missão, a Cristo. Procuramos viver na alegria, na esperança, no compromisso, no serviço. Só assim se "vive ressuscitado" com Cristo.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

DARFUR

© reuters

Crianças do Darfur a viverem em campos de refugiados no Chade estão a ser vendidas como soldados a grupos de rebeldes da região.
A denúncia vem num relatório da organização Waging Peace, sedeada em Londres.
Waging Peace disse que tem provas suficientes para testemunhar que crianças – sobretudo rapazes dos 9 aos 15 anos – são raptadas em pleno dia e vendidas a grupos armadas que operam no Leste do Chade e no Darfur.
O grupo de direitos humanos denuncia que os chefes dos campos de refugiados são cúmplices no rapto e venda de crianças sob a sua guarda.
Comandantes do Movimento de Justiça e Igualdade, rebeldes do Darfur que a 10 de Maio atacaram Omdurman – a cidade gémea de Cartum, estão envolvidos no tráfico de crianças-soldados bem como grupos de rebeldes chadianos e membros dos exércitos do Sudão e do Chade.
Waging Peace acusa as tropas da União Europeia de passividade perante a situação. A forca europeia foi enviada para o Chade e para a Republica Centro-Africana para proteger os refugiados do Darfur.
As Nações Unidas calcularam em 2007 que entre sete a dez mil crianças-soldados foram recrutadas à força no Leste do Chade.

 

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Novo Blog

Nova Página

Esta página termina hoje aqui.
Foram mais de dois anos sempre activos.
Não termina o espaço.
Muda só a forma, a apresentação.
Os conteúdos permanecem na mesma linha.
Mas com outra imagem, outro formato.
Não sabemos se melhor ou pior.
Certamente diferente.
Se por acaso caíres aqui, não te espantes.

Obrigado pela tua fidelidade

Visita-nos na nova página.

 

Vaticano e Darfur


Papa Lembra situação do darfur

O papa Bento XVI pediu ao mundo neste domingo para não esquecer os "trágicos" conflitos na Somália, Darfur e Burundi, e exigiu que as autoridades honrem as suas promessas para pôr fim à violência.
O Papa afirmou que a violência na Somália deixava a situação "mais dramática" para a população que tem sido "oprimida durante anos pelo peso da miséria e da brutalidade".
Em Darfur, apesar de alguns breves momentos de esperança, "continua a ser uma tragédia sem fim para centenas de milhares de pessoas indefesas e abandonadas", disse Bento XVI.
Sobre Burundi, o papa advertiu que o país enfrenta o risco de "uma nova guerra civil". Indicou também que a embaixada do Vaticano na capital Bujumbura sofreu um ataque à bomba.
Referindo-se às três nações, o pontífice chamou as autoridades locais e a comunidade internacional a "honrar os compromissos feitos a fim de estabelecer bases sólidas para a paz e o desenvolvimento."

 

terça-feira, 29 de abril de 2008

É bom saber


Os jovens e a Igreja

Enquanto preparo um texto para discussão sobre a pastoral vocacional juvenil, vem-me à mão um texto de Adérito G. Barbosa num livro intitulado “O jovem e a vocação”. Não resisto de o partilhar convosco. Aqui vai:

“Um grande número de jovens diz que acredita em Deus e em Jesus Cristo, mas só um grupo reduzido é que aceita a Igreja como comunidade e como mediação de fé. Os outros sentem-se desiludidos com a Igreja.
Entrevistado um aluno da Escola Superior de Educa­ção: o que pensam os jovens da Igreja?
«A Igreja? Os jovens nem sabem que existe».
Carlos respondeu:
«São poucos os jovens que se interessam pela Igreja. A maior parte deles ignoram-na ou têm medo porque não querem mudar o estilo de vida».
Estêvão: «A Igreja é para mim a única instituição ca­paz de dar qualquer coisa, algum valor. A vida política só desilude. Na Igreja vive o Espírito».
Alexandre: «Na Igreja eu confronto-me com os ou­tros. Este confronto pode ser na Missa dominical ou nos encontros de jovens ou mesmo no diálogo directo com o padre».
Serafina, universitária de 24 anos: «A Igreja é uma comunidade de pessoas».
Mónica: «Na Igreja é todo o homem que fala, cada um leva a sua experiência e a sua personalidade».
António: «Como instituição, a Igreja está muito longe de mim. O encontro com o padre foi positivo para eu mudar a minha atitude para com a Igreja. Participo por uma atitude interior e não por hábito».
Interrogado um sacerdote brasileiro, professor univer­sitário: «De uma maneira geral, os jovens confiam e es­peram na Igreja como única força libertadora. Há um re­florescer de muitos grupos de jovens cristãos».
Dizia um psicanalista: «Os jovens têm necessidade de simplicidade, de afectuosidade, de encontrar no grupo qualquer coisa que não seja um inimigo».
Estamos a cair numa época em que os jovens se con­vencem de que Deus não diz nada ao homem e à mulher”.


E tu, o que pensas? Deixa o teu comentário!

 

Geração videoclip


Ao ritmo da vertigem

A mudança abissal que acontece na comunicação e o cenário que daí resulta, o ciber-espaço, permitem-nos explorar o mundo num abrir e fechar de olhos.
A prática do surf na internet – atravessando velozmente páginas e páginas, saltando de um banco de dados a outro, misturando sorte e tragédia, infâmias e heroísmos … revela-nos uma das novas e mais fascinantes caras da informação: a vertigem.
Navegar ou deixar-se levar pela vertigem, acaba por fazer que os nossos olhares se confundam com o objectivo desses olhares. E começamos a marginalizar tudo o que nos exige algum tempo.
E contudo, a vida exige tempo, a relações interpessoais exigem tempo, os valores exigem tempo … a óptica da pressa e velocidade vive em conflito com o amadurecer lento e as bases sólidas de que precisam os assuntos humanos.

Para o bem ou para o mal, que o desejemos ou não, o substrato cultural sobre o qual assentará o futuro, será o da “vídeo-sociedade” que já está em andamento. As novas tecnologias provocam um contraditório sitema de atitudes, que vai do fascínio à repulsa. Podem encontrar-se razões para tudo: tanto para descobrir o inevitável e indubitável incremento de poder e rapidez informativos, como para contemplar a solidão e a confusão, nas quais se encontram muitos seres humanos.
Em qualquer caso seria um erro não aprender a conviver com as novas formas espaço-temporais que definirão o contorno cultural das pessoas num tempo que já começa a ser o presente.

Nesta a”aldeia global”, para que nem a mente se atrofie (“aldear-se”) – mas se engrandeça (globalizada) – nem o humanismo se enfraqueça ou morra, será necessário apresentar valores irrenunciáveis de ontem e ir encontrando outros mais recentes para o novo ser humano que está nascendo nesse ciber-espaço que nos envolve todos.

 

sábado, 26 de abril de 2008

Mobilização mundial

Justiça para Darfur

Uma importante campanha internacional - Justiça para Darfur - que exige a detenção dos criminosos de guerra sudaneses indiciados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), irá ser lançada no próximo domingo, dia 27 de Abril.
O lançamento coincide com o primeiro aniversário da emissão dos mandados de captura e a iniciativa é apoiada, a nível mundial, por uma coligação de várias organizações de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, a Human Rights Watch, o Darfur Consortium e o Cairo Institute for Human Rights Studies.
Esta coligação vai pedir a detenção e entrega imediata do antigo Ministro do Interior, Ahmad Harum, e do líder Janjaweed, Ali Kushayb, ambos acusados de ter cometido 51 crimes de guerra e crimes contra a Humanidade.
A Plataforma por Darfur irá juntar-se a este apelo e publicará mais informação sobre a campanha internacional no seu site.

 

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Errar


Experiência de pecado

Faz parte da nossa experiência – de todos os dias – a imperfeição, o erro e a ruptura.
Todos gostaríamos de ser perfeitos, mas … a vida mostra-nos que por vezes falhamos. Somos humanos. Erramos. Apesar de não ser preciso errar para ser humano, a verdade é que errar faz parte da nossa experiência humana.
Ser cristão significa – neste contexto – um esforço contínuo por ser melhor, por procurar pôr em prática a mensagem central de Jesus Cristo – “Amar a Deus e aos irmãos”.

 

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Vítimas no Darfur


Novas estimativas

O número de vítimas mortais da guerra e das suas consequências no Darfur, no Sul do Sudão, nos 5 anos de conflito, podem chegar hoje aos 300 mil, informou um alto responsável das Nações Unidas.
John Holmes, vice secretário-geral da ONU para questões humanitárias, mencionou a nova estimativa em discurso proferido num encontro do Conselho de Segurança da entidade convocado para debater o conflito em Darfur.


Holmes descreveu um cenário sombrio para aquela área. "Darfur caracteriza-se ainda hoje pela falta de segurança, pela falta de leis e pela impunidade. Abusos generalizados dos direitos humanos continuam a ser registados em vários pontos da região. E um dado particularmente preocupante diz respeito aos elevados níveis de violência sexual", afirmou.
O embaixador sudanês junto à ONU, Abdalmahmoud Abdalhaleem, disse que estes números são um exagero grosseiro. O governo sudanês estima em 10 mil o número de vítimas fatais do conflito.

Holmes disse que os funcionários de grupos de ajuda humanitária também se tornaram vítimas de actos de violência em Darfur. Segundo a autoridade da ONU, houve 106 roubos de veículos desses grupos realizados por rebeldes ou por aliados deles, um aumento de 350 por cento em relação a 2007. Acusou ainda o governo sudanês de não adoptar as medidas necessárias para proteger os comboios que transportam material de ajuda.
Especialistas de várias partes do mundo dizem que mais de 2 milhões de pessoas foram expulsas de suas casas pelos conflitos em Darfur e que o número de mortos pode ser muito superior ao estimado pela ONU .

 

Escola para crianças

A Maior aula do mundo

Nesta quarta-feira, 23 de Abril, pelas 15 horas, alunos e professores de todas as nacionalidades irão juntar-se na Maior Aula do Mundo.
O lema "Mais Educação, Menos Exclusão", será o ponto alto duma semana de actividades promovida em vários países pela Campanha Global pela Educação – que defende o acesso à escola para todas as crianças. Em Portugal, figuras políticas serão questionadas pelos alunos, que irão também manifestar-se na rua.

Em Lisboa, no CED de Nossa Sª da Conceição da Casa Pia de Lisboa, as crianças vão pedir à deputada Maria de Belém, bem como a Inês Rosa, vice-presidente do IPAD - organismo responsável pela cooperação de Portugal com os países pobres, que façam mais por uma educação para todos.

Mais de 110 alunos participam nesta grande aula na Casa Pia e farão coro com os mais de 100 estabelecimentos de ensino que promovem a Maior Aula do Mundo em Portugal, de norte a sul - e ainda com as milhares de escolas que se juntam à iniciativa em simultâneo por todo o mundo.
A Campanha Global pela Educação (CGE) é uma coligação internacional de organizações não governamentais, sindicatos, instituições escolares e movimentos sociais de todos os tipos, empenhada na luta pelo direito à educação. Esta coligação nasceu em 1999 com o propósito de exigir dos governos o acesso e o usufruto do direito à educação para todos. Reclama que se ponham em prática todas as declarações que emergiram de fóruns e cimeiras internacionais até à data.

A CGE apela ao Governo Português que aumente a ajuda externa destinada à educação primária (em 2007, dos 15% da ajuda externa que Portugal se comprometeu destinar à educação, apenas 1.3% foram investidas na educação primária nos países pobres) e que passe a contribuir financeiramente para a "Educação para Todos – Iniciativa Acelerada".

A CGE apela ainda à Assembleia da República para que, através do seu Presidente, crie uma subcomissão parlamentar que analise o papel que Portugal pode e deve assumir em termos de ajuda externa para ser alcançada a educação primária para todos a nível mundial.

 

terça-feira, 22 de abril de 2008

Coerência


Ousar ser coerente

As etapas da história caracterizam-se por factores diversificados. No passado, aplaudiam-se os discursos bem estruturados por oradores insignes. Valia a Palavra. Hoje, na confusão de muitas mensagens, a credibilidade passa pela coerência entre o que se diz e o que se faz.
Infelizmente, somos forçados a reconhecer que são poucos os que lutam pela autenticidade afastando qualquer tipo de «mentira», entre os discursos e as atitudes. Sabemos que o cristianismo não é uma ideologia. Acolhemos o dom duma pessoa com o compromisso de dar actualidade ao estilo de vida que Ela protagonizou. Como S. Paulo, sabemos e queremos que o nosso viver seja o viver de Cristo.
Trata-se duma meta sublime e exigente. Aceitamos o repto e temos a certeza de não caminhar sozinhos. Ele marca o ritmo e não abandona. Antes pelo contrário, numa vida de intimidade com Ele através da escuta da Palavra e do diálogo da oração, «ouvimos» os seus convites que confirmam as nossas opções ou desafiam à mudança e conversão. Sabemos o que devemos ser, aceitamos a graça que transforma e, no meio de tanta hipocrisia, mostramos um tipo de vida que pode merecer críticas ou gozos, mas que nos proporciona a verdadeira alegria de viver. Com esta alegria duma vida coerente, estamos a testemunhar e muitos deixar-se-ão conduzir pelo exemplo que damos.

D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga

 

domingo, 20 de abril de 2008

Aventura em África


Um Blog interessante

Acabo de receber o endereço de um blog interessante. Um casal missionário em Moçambique.
Mas mais do que estar aqui a escrever coisas, descobri vós mesmos.

Aventura em África

 

Projecto escola


Grande generosidade e solidariedade

Mais uma vez publicamos o resultado económico da campanha pelo projecto “escola para Nyala”, que o grupo Fé e Missão e a plataforma por Darfur estão a apoiar.
Estamos ainda muito longe de vermos terminado o projecto. No entanto para melhor e maior clareza queremos publicar o resultado do que vamos recebendo e enviando ao P. Feliz.
Se o início foi difícil, porque houve gastos para pôr em marcha a campanha, desde cedo o esforço começou a dar frutos.
Os resultados aqui publicados não são definitivos. São até 31de Dezembro de 2007.
Como devem imaginar não podemos publicar aqui a lista de todas as pessoas, colectividades, grupos, e entidades que contribuíram ou venham a contribuir. A maioria é uma multidão anónima, que com a sua boa vontade, generosidade, esforço e coragem, vai contribuindo nesta campanha.
A todos mais uma vez o nosso muito obrigado.
Até 31 de Dezembro 2007
Entradas: 66.045.98 €
Despesas: 13.766.50 €
Enviados ao P. Feliz: 52.279.48 €
Alguns gastos:
Material de divulgação (fotocópias, DVDs e CDs…)
Produção CD música por darfur
Material de trabalho
Viagens equipa coordenadora
Iniciativas (mini maratona, dia do Darfur, exposição Darfur, …)
Compra material vendável a Moçambique e Congo, T-shirts, porta chaves, …
PS: Neste primeiro trimestre de 2008 já houve várias entradas. Brevemente daremos conta dos resultados.
NB: Continuamos empenhados e unidos nesta campanha, porque o essencial ainda não está feito que é uma mudança de atitude nas vontades políticas para mudar o rumo dos acontecimentos. Continuam os massacres, e agora até os membros das organizações que lá trabalham são vítimas de atentados.
A situação continua difícil. Continuemos a lutar para mudar.
Se quer continuar a participar, o número da nossa conta é este:
NIB da CGD: 003506670000 336683232

 

JAMIC


Formação no Norte

Neste sábado, 19 de Abril, encontrámo-nos em VN Famalicão para mais uma formação JAMIC e início oficial do movimento no norte.

Estavam presentes 5 grupos:
Ora et Labora de Lemenhe,
Jovens da Lapa de Póvoa de Varzim,
Bem Aventurados de Carvalhas,
Jovens de Antas de Famalicão,
Trofa e Cristo de Trofa.

Começamos com uma apresentação de cada grupo, o seu historial e caminho, as actividades que realiza e projectos que os animam. Passámos de seguida à razão do nosso encontro: Daniel Comboni. Reflectimos sobre a figura deste grande missionário do século XIX, fundador da família Comboniana. Missionário em África, promotor da dignidade humana lutando contra a escravatura e dando o protagonismo da missão aos africanos, quando na Europa e concretamente na Igreja se discutia se os Africanos “possuíam alma”.
No coração de Cristo, Bom pastor, elevado na Crus, Comboni sentiu toda a misericórdia de Deus por toda a humanidade. A universalidade do amor de Deus impeliu-o a dedicar toda a sua vida aos Africanos a quem considerou como irmãos e, mais tarde enquanto Bispo, como filhos.
A partir desta reflexão, agradecemos ao Senhor aquilo que mais admiramos em Comboni, e pedimos que nos ajude a realizar aquilo que ele nos provoca enquanto jovens cristão.

Passámos então a um terceiro momento de formação sobre o JAMIC. Este movimento integra-se na Pastoral Vocacional Juvenil nacional, dos Missionários Combonianos em Portugal. Cada grupo JAMIC quer ser uma fonte de animação missionária na sua paróquia, através das actividades que realiza. Quer ser uma porta por onde a paróquia se abre à missão e a missão vem à paróquia. Em comunhão com outros grupos participa nesta abertura dialogante e solidária, necessária a toda a Igreja e concretamente às comunidades eclesiais.

No fim todos os grupos presentes aderiram ao movimento, criando, oficialmente o movimento na zona norte do país, depois de ter começado na zona centro.
Lançamos as bases para o futuro: criamos uma equipa de coordenação e lançamos pistas de acção a realizar proximamente com todos os membros dos grupos.
Hoje o movimento conta já com 11 grupos de jovens. Está disponível para crescer “em estatura e em graça”, em quantidade e qualidade. O convite fica lançado, qualquer grupo que deseje participar ou simplesmente ser informado pode contactar-nos.
Juntos somos muitos e faremos maravilhas, as maravilhas de Deus.

 

sábado, 19 de abril de 2008

Inquérito


Páscoa é Missão

Chegou ao fim o nosso primeiro inquérito. Tema: a Páscoa.
Resultados: Missão – 26%; Fé e Amor – 22% cada; Alegria – 18%; Compromisso – 12%


Interessa tecer aqui alguns comentários:

50 Respostas. Foi o número de frequentadores deste blog que tiveram a coragem de fazer uma escolha e participar. O que quer dizer que a pergunta interessou minimamente e motivou a participação.

26%. Foi a percentagem da resposta mais votada: MISSÃO. Claro que isto tudo é relativo e certamente muitos gostariam de ter escolhido várias respostas e não uma só. No entanto escolher a missão mostra que a Páscoa é mais o começo de algo do que propriamente uma chegada, uma meta. A Páscoa abre horizontes, fronteiras, compromete, exige fé, motiva à alegria e ao amor. A Páscoa é envio, abertura, desinstalar-se, ser enviado: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Dito isto soprou sobre eles o Espírito Santo….” (Jo 20, 21-23.

Não votados. Estranhamente, ou não, valores como a Fraternidade, a Coragem, a Esperança, não tenham tido nenhum voto. Embora nós saibamos que a ressurreição de Jesus ateou a esperança perdida dos Apóstolos, e podemos resumi-la num só gesto: Eucaristia.

Porque foi o mais votado, justamente importa lançar o debate sobre o que é ou deve ser a MISSÃO. É o nosso novo desafio. Força!

 

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Oração pelo Darfur

Bispo convida à oração pelo Darfur

O bispo de El Obeid, António Menegazzo, cuja diocese inclui Darfur, escreveu uma reflexão e uma oração pela paz no 5º aniversário do conflito na região sudanesa.
O bispo sublinha que «cinco anos de mortes, deslocamentos, dificuldades, sofrimentos» são «o resultado de cinco anos de guerra».
«A experiência ensina – diz ainda D. Menegazzo – que nada bom vem da guerra, mas só destruição e morte. A guerra não resolverá os problemas existentes no Darfur, só a justiça e a igualdade, que serão alcançadas através do diálogo».
«Se o diálogo – acrescenta – é certamente a única forma de alcançar a paz, porque continuar lutando? Não é melhor abandonar as armas imediatamente e começar um diálogo sincero e real, com uma vontade decidida de chegar a um acordo pacífico e satisfatório?»

Para esta ocasião, D. Antonio Menegazzo compôs a seguinte oração:

* * *

«Ó Deus, Tu és o Criador, o Criador de toda a humanidade.
Tu nos criastes a todos com a mesma dignidade e, portanto, queres que sejamos irmãos, amando-nos e respeitando-nos mutuamente.
Em Darfur não há união, não há amor, não há respeito pela pessoa humana.

Milhões de pessoas, crianças e idosos, mulheres e homens, estão a viver sem dignidade, a sofrer e a morrer.
Dá-lhes coragem para levar as suas dificuldades pacientemente; ajuda e abençoa as organizações que dedicam os seus esforços a aliviar os seus sofrimentos.
Ajuda aqueles que trabalham pela paz e procuram convencer as partes em conflito que ponham fim à guerra.
Toca os corações e ilumina as mentes das partes em guerra, de maneira que pensem mais no bem-estar das pessoas que sofrem, do que no próprio bem e interesse pessoal.
Ó Deus, a paz é um dom e Tu és o Deus da paz: concede a paz ao Darfur e acaba com os sofrimentos dos inocentes».

 

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Fome e política

Vontade política

“Falta vontade política” para acabar com o flagelo da fome no mundo – quem o diz é o Director-Geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
“Os aumentos dos preços dos cereais são um problema cada vez mais sério, mas já o tínhamos previsto há meses atrás. Todas as estatísticas indicavam que essa crise ia acontecer”, disse ainda Jacques Diouf. Para o responsável máximo da FAO apesar da actual e preocupante situação ter sido prevista, “infelizmente as pessoas só agem quando a crise já está instalada”.

A fome no mundo atinge mais de 860 milhões de pessoas e deve-se a muitos e variados factores. Escusar-se por trás desta crise é pura e aberrante hipocrisia. Antes a crise não existia e a fome existe igualmente. Há muita acção humanitária, solidária, mas não é esta, por maior e importante que seja, que poderá acabar com a fome no mundo. A fome acabará quando os políticos, os governantes quiserem, e tomarem as medidas que se impõem.
A acção humanitária pode ajudar a sobreviver, mas só a ação política e governativa pode transformar as estruturas que geram fome (guerra, corrupção, despotismo, desvio de recursos naturais e económicos, desigualdades, injustiças, insegurança, …).
No fundo, o director da FAO afirmou o que toda a gente já sabe. Mas fica-lhe bem na mesma. Pelo menos lembrou aos mais esquecidos, ou que se fazem esquecidos.

 

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Papa nos EUA

Bento XVI visita EUA

O papa Bento XVI desembarcou ontem, terça-feira, em Washington, nos Estados Unidos, na sua primeira visita ao país como pontífice. Durante a visita, deve tentar reverter as críticas à Igreja Católica causadas por escândalos sexuais envolvendo religiosos.
A agenda de Bento XVI na capital dos EUA inclui uma reunião com Bush na Casa Branca, encontros com bispos, encontros ecuménicos e um discurso num estádio de beisebol.
Bento XVI ficará nos EUA até o próximo domingo, dia 20.
Durante sua viagem ao país, Bento XVI vai celebrar missas em estádios de Washington e Nova York, visitar o marco zero [área onde ficavam as torres do World Trade Center destruídas nos atentados de 11 de setembro de 2001], encontrar com representantes de outras religiões e fazer um discurso na Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
O Papa festejará o seu aniversário durante a viagem, completando 81 anos nesta quarta-feira, dia 16.
Esta será a primeira viagem do chefe da Igreja Católica aos EUA desde os atentados de 2001 e a segurança é muito mais rígida que durante a visita do antecessor, João Paulo II, ao país.
No domingo, dia 20, o papa visita o marco zero e vai celebrar uma missa no estádio dos Yankees. Embarca para Roma à noite.

 

terça-feira, 15 de abril de 2008

Crianças - Darfur

Escritores pedem protecção das crianças

Um grupo de escritores de literatura infantil assinou uma carta aberta, divulgada no sábado passado, onde pedem a protecção urgente das crianças afectadas pelos conflitos na região sudanesa do Darfur.
No âmbito do Dia Mundial pelo Darfur, que se assinala no domingo, os 14 autores, entre os quais a criadora de «Harry Potter», J.K. Rowling, afirmam que «a maioria das crianças, que viram a sua casa incendiada, o seu pai assassinado e a sua mãe violada, está hoje refugiada em enormes campos, vivendo num medo permanente».
Neste mês de Abril, muitas crianças do Darfur celebrarão os seus cinco anos sem jamais terem conhecido a paz.
O Dia Mundial pelo Darfur, o quinto desde o início do conflito no Sudão, em 2003, foi organizado em mais de 30 países por diferentes organizações de defesa dos direitos humanos.
Em Portugal a Plataforma por Darfur delegou na Amnistia Internacional a celebração deste acontecimento, lembrando as crianças vítimas deste conflito.


Fonte: Diário digital

 

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Chamamento

Verdadeiras testemunhas

Durante a pregação na Galileia, na vida pública, Jesus escolheu os discípulos como seus directos colaboradores no ministério messiânico.
Por exemplo, na multiplicação dos pães, quando disse aos Apóstolos: “Dai-lhes vós mesmo de comer” (Mt 14,16), animando-os assim, a assumir o peso das necessidades das multidões, às quais queria oferecer o alimento para saciar-lhes a fome, mas também revelar o alimento “que dura para a vida eterna” (Jo 6,27). Movia-se de compaixão pelo povo, porque, ao percorrer cidades e aldeias, via multidões cansadas e abatidas, “como ovelhas sem pastor” (cf Mt 9,36). Do seu olhar de amor brotava o convite aos discípulos: “Pedí ao Senhor da messe, que mande operários para sua messe” (Mt 9,38), enviando antes os Doze, com precisas instruções, “às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Se nos detemos a meditar esta página do Evangelho de Mateus, conhecida como “discurso missionário”, observamos todos aqueles aspectos que caracterizam a actividade missionária de uma comunidade cristã, que deseja ser fiel ao exemplo e ao ensinamento de Jesus. Corresponder ao chamado do Senhor supõe enfrentar cada perigo com prudência e simplicidade, e inclusive as perseguições, pois “um discípulo não é mais que seu mestre, nem um servo mais que o seu patrão” (Mt 10,24). Feitos uma coisa só com o Mestre, os discípulos não ficam sós para anunciar o Reino dos Céus, mas é o mesmo Jesus que age neles: “Quem vos acolhe, a mim acolhe; e quem me acolhe, acolhe aquele que me enviou” (Mt 10, 40). Além disso, como verdadeiras testemunhas, “revestidos da força do alto” (Lc 24,49), estes pregam “a conversão e o perdão dos pecados” (Lc 24,47) a todos os povos.

Bento XVI, mensagem dia das vocações

 

domingo, 13 de abril de 2008

Vocações

Oração pelas vocações

Senhor, Pai Santo, que amais o mundo que criastes
e não vos cansais de o contemplar e concluir que tudo é bom!
Ao ser humano, criado à vossa imagem e semelhança,
confiastes a missão de guardar a vossa obra
e quisestes chamar homens e mulheres
para, convosco, a conduzir à realização plena.

A fim de consumar este projecto,
enviastes ao mundo o vosso Filho Jesus Cristo
que, nos mostrou o Caminho para a felicidade a que aspiramos.
Chamando alguns de entre os seus discípulos,
partilhou com eles a sua Missão
e enviou-os a levar o Evangelho a toda a parte.

Este chamamento foi confirmado pelo Espírito Santo
e, ao longo destes últimos vinte séculos,
continuamente repetido e acolhido por tantos e tantas
que têm entregado a sua vida por esta preciosa causa.

Também agora, Pai Santo, Vos pedimos
que continueis a chamar, de entre nós,
aqueles que escolheis para partilhar a Missão de vosso Filho:
no ministério ordenado;
na vida consagrada activa;
na vida monástica e contemplativa;
na vida laical e matrimonial…
Pedimo-vos a graça da abertura do coração
para correspondermos sempre com generosidade e prontidão.

Confirmai com o vosso Santo Espírito
a acção e missão daqueles a quem chamastes e enviastes;
confortai-os nas dificuldades e desânimos.

Confiamos, também, esta causa à protecção de Maria,
a serva atenta e fiel à vossa vontade
e a S. Paulo, Apóstolo firme e zeloso do Evangelho.

A Vós, Pai Santo,
pelo vosso Filho Jesus Cristo,
no Espírito Santo,
sejam dadas honra e glória pelos séculos dos séculos.
Ámen.

PS: Hoje a Igreja celebra o dia de oração pelas vocações. Lembramos todos aqueles e aquelas em caminho de discernimento ou formação e pedimos para que surjam muitas e santas vocações.

 

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Crianças do Darfur


Quinto Dia Global por Darfur

No próximo Domingo, 13 de Abril, dezenas de milhares de activistas irão manifestar-se a favor das crianças do Darfur um pouco por todo o mundo, para assinalar o Quinto Dia Global por Darfur.
"Uma geração de pessoas naturais do Darfur estão a crescer no medo e na insegurança" disse a Amnistia Internacional. "Este mês, as crianças no Darfur que completarem cinco anos de idade nunca terão conhecido a paz".
Manifestações, exposições, conferências públicas e outros eventos irão ocorrer em países como o Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, França, Suíça, Holanda, Suécia, Hungria, Espanha, Mali, Tunísia, Senegal, México e Austrália.
Os activistas irão apelar a todas as partes envolvidas no conflito para que acabem com os ataques contra os civis. Vão também apelar aos Estados Membros da ONU e da União Africana (UA) para que garantam que as forças de manutenção de paz da UNAMID sejam imediatamente integradas e que seja garantido transporte urgente, terrestre e aéreo, do equipamento. Por seu lado, a UNAMID deve proteger activamente todos os civis, especialmente as crianças.
Dos quatro milhões de pessoas afectadas pelo conflito no Darfur, 1.8 milhões tem menos de 18 anos. Desde Abril do ano de 2006, o conflito terá desalojado 120 mil crianças.
Em Fevereiro de 2008, as forças Sudanesas e as milícias governamentais atacaram aldeias no oeste do Darfur. As crianças foram separadas das suas famílias enquanto tentavam fugir para o mato; duas semanas depois dos ataques, segundo a UNICEF, 800 crianças continuavam desaparecidas.
"Muitas crianças alcançaram a idade escolar conhecendo apenas a guerra e o medo – cinco anos durante os quais a comunidade internacional falhou em proteger as crianças e responder adequadamente ao desenvolvimento da crise que está a afectar a região" disse a Amnistia Internacional. "A comunidade internacional deve agir já para dar às crianças esperança e um futuro".

Fonte: Amnistia

 

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Carta do Darfur


Para crianças e jovens

“Olá!

Não sei se te lembras de mim mas resolvi enviar-te esta carta na mesma… Sabes, preciso muito da tua ajuda! Sei que, de vez em quando, há pessoas que vão falando de mim e do meu problema mas desta vez quis ser eu a falar contigo directamente.

Continuo muito doente… A cada dia que passa, as minhas dores são maiores… Mas os médicos dizem que eu não tenho nada e depois esquecem-se de mim. O que vale é que tenho poucos, mas bons, amigos que me estão a ajudar! E olha que cada gesto deles parece que cura parte do meu corpo! È verdade, sinto-me um bocadinho melhor quando os vejo tão empenhados na minha cura! Só que não é suficiente… Eles bem tentam falar com outras pessoas e outros médicos mas parece que eles nem ligam muito à minha situação… O pior é que os micróbios estão a destruir as minhas defesas e sem elas eu não vivo. Mas eu quero viver! Quero viver como tu mas eles não me deixam… Conheces um bom médico? Podes ajudar-me? Achas que os teus amigos também me podem ajudar? Fala com eles porque acho que não vou conseguir escrever a todos… As minhas mãos já estão fraquinhas…

Ah… Mas tu não te lembras de mim… Não sabes quem eu sou… Mas podes ajudar-me na mesma! Pode ser que eu me cure! Sabes, eu tenho esperança nos meus amigos! E tu podes ser meu amigo! Chamo-me Darfur e já estou doente há cinco anos. Ajudas-me?

Obrigado!”

 

terça-feira, 8 de abril de 2008

Vocações


Oceano imenso de graça

Para compreendermos o dinamismo, a génese e o percurso de “cada vocação devemos mergulhar neste oceano imenso de graça e de santidade, de mistério e de comunhão, de serviço e de missão onde se desenvolvem a vida e o testemunho cristão de cada um de nós”. Quem o afirma é D. António Francisco Santos, bispo de Aveiro e Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios, na Mensagem para a Semana de Oração pelas Vocações.Subordinada ao tema “Da Vocação à Missão”, o documento salienta que a Igreja é Missionária na sua essência e “em cada um dos seus membros, a Igreja sabe que o imperativo de viver, testemunhar e anunciar o Evangelho é de todos os cristãos desde o Baptismo e sobretudo desde a Confirmação”.
A vocação “é dom de Deus e é olhar efectivo e afectivo de amor e de compaixão redentora para com o povo”.De 6 a 13 deste mês de Abril, a Igreja celebra a semana de oração pelas vocações. “A oração, a alegria de ser chamado, a coragem de chamar, a disponibilidade confiante para trabalhar na pastoral juvenil e vocacional, a vida cristã das famílias, o ambiente formativo dos Seminários e das Congregações e Institutos Religiosos e o acolhimento e compromisso apostólico das comunidades e instituições cristãs” são alguns dos inúmeros momentos, meios e mediações de uma “verdadeira e criativa pedagogia da vocação” – frisa o documento de D. António Francisco Santos.
• Mensagem de Bento XVI

• Mensagem de D. António Francisco Santos

 

domingo, 6 de abril de 2008

JAMIC

Grupo do Retaxo em acção

Confia em mim, Eu farei o resto

Decorreu ontem em Coimbra o encontro JAMIC. Como conclusão do encontro fica este texto de Madre Teresa de Calcutá, com uma mensagem sugestiva: “Confia em mim, eu farei o resto”.
É este hoje o convite que é feito a todos. Não é tanto o fazer coisas, mas o confiar, abandonar-se à acção de Jesus. Neste dia em que começa a semana de oração pelas vocações, o desfio fica lançado. A ti de o agarrares e aceitares.

Jesus diz-te hoje:
Quero que saibas que cada vez que me convidas, eu Venho sempre, sem falta. Venho em silêncio e de forma invisível, mas com Um poder e Um amor que não acabam.
Não há nada na tua vida que não tenha importância para mim. Sei o que existe no teu coração, conheço a tua solidão e todas as tuas feridas, as tuas rejeições e humilhações. Eu suportei tudo isto por causa de ti, para que pudesses partilhar a minha força e a minha Vitória. Conheço, sobretudo, a tua necessidade de amor.
Nunca duvides da minha misericórdia, do meu desejo de te perdoar, do meu desejo de te bendizer e viver a minha vida em ti, e que te aceito sem me importar com o que tenhas feito.
Se te sentes com pouco valor aos olhos do mundo, não importa. Não há ninguém que me interesse mais no mundo do que tu.
Confia em mim. Pede-me todos os dias que encarregue da tua vida e eu o farei. A única coisa que te peço é que confies plenamente em mim. Eu farei o resto.

Teresa de Calcutá 05-04-2008

 

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Espiritualidade de comunhão


Acima de todas as teorias

É o amor de Deus difundido em nossos corações, por meio do Espírito, que está na origem da comunidade. A comunidade existe para revelar ao mundo o modo de ser de Deus. Ela é sacramento, sinal de Deus comunhão.
É a comunidade que ensina o primado do amor, a gratuidade do perdão, o acolhi­mento do diferente, a partilha de bens, a solidariedade para com o pobre, a oração de mãos dadas, o modo de viver das bem-aventuranças, os valores do Reino. A comunidade é a porta por onde passa a missão, a primeira mesa da palavra.
Numerosas respostas dos missionários sublinham o carácter profético das equipas internacionais, hoje cada vez mais fre­quentes nos institutos missionários. Elas são o primeiro livro onde a missão se escreve. A vida fraterna de uma comuni­dade não é simples solidariedade num projecto comum, mas fruto do Espírito que nos leva a morrer cada dia para que o nosso irmão viva e cresça.
O que ela promove e faz crescer não é prima­riamente uma obra, mas a pessoa. Por isso a prioridade de uma comunidade não é a eficiência mas a fraternidade. É um modo de viver em que as pes­soas se sentem reconhecidas, não tanto pelo que fazem mas pelo que são. É a gratuidade dessa atitude que anuncia o Reino. É essa a maneira de ser de Deus. A comunidade internacional pelo que ela exige como abertura aos diferentes e respeito pela diversidade cultural, emerge cada vez mais como o modelo de comunidade mais consentânea com a missão do nosso tempo.
Uma comunidade de monjas dominicanas, no norte do Burundi: Tutsis e Hutus vivendo e rezando juntos, em paz num país onde as duas etnias se gladiam. O seu mosteiro cercado de verdura, no meio de campos queimados e devas­tados pela guerra - é um sinal de que Deus é capaz de fazer que morte não seja a última palavra. Não há teorias para explicar esta atitude. A espiritualidade situa-se acima de todas as teorias.

 

Espiritualidade de fronteira


Os verdadeiros rostos da Missão

A missão revela a verdadeira imagem de Deus no nosso mundo. As imagens da aldeia global mostram o rosto da beleza, do poder, das e dos stars. É a beleza da juventude, da saúde, da arte, do desporto, a beleza da sociedade de consumo.
Na Idade Média, os cristãos mostravam a beleza de Deus através das imagens dos santos nas igrejas e cate­drais. Hoje Cristo encontra-se noutras igrejas e noutras cate­drais, disfarçado nas periferias, nos bairros de lata, nas franjas da exclusão. É lá que é preciso procurá-lo e mostrá-lo ao mundo de hoje. É o Cristo pobre e desprotegido, marginalizado pela sociedade de consumo e excluído da aldeia global.
O espaço dos direitos humanos e da luta pela justiça são hoje um espaço particularmente significativo para uma espiri­tualidade missionária, sobretudo para uma espiritualidade de fronteira.
Viver na fronteira é viver na insegurança. Nós temos dificuldade em encon­trar uma espiritualidade sólida, situada no mundo dos oprimidos. As suas condições de vida como a de todos os pobres, deixam pouco espaço para os nossos parâmetros espirituais. É necessário aprender a exprimir as realidades duras destas situações numa espiritualidade adequada.
A verdade é que esta fronteira tornar-se-à cada vez mais um espaço de mis­são de futuro. Será uma espiritualidade simples, construída a partir do quotidiano, do provisório, do dia a dia, na rudeza dos acontecimentos que se vivem. Terá muitas vezes de lidar com ambientes hostis ou alérgicos ao Evangelho, em situa­ções de luta e de improvisação que caracterizam a vida dos pobres, que nem sequer podem controlar o seu próprio tempo. De qualquer modo, são estes pobres que nos evan­gelizam e nos ensinam a exprimir numa situação nova os valores fundamentais de uma espiritualidade missionária: como recuperar a nossa disponibilidade, como viver na inse­gurança, como apreender a simplicidade de vida, a esponta­neidade da oração, como fazer da vida uma oração.
Quando se visita a basílica de Assis, mais que os famosos frescos de Giotto, que as pessoas procuram ver é o túmulo de Francisco. Quando se visita Calcutá, é o túmulo da Madre Teresa que atrai as pessoas; quando se vai à Ilha Maurícia é o túmulo do P. Lavai que chama todos os visitante. São eles, os santos do nosso tempo, os verdadeiros rostos da missão.

 

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Martírio


Desafios de spiritualidade missionária


Um desafio da espiritualidade missionária hoje é o das situações de conflito. O número de cristãos mortos violentamente, ao longo do século XX é da ordem das centenas de milhares. Todos os anos o número de missionários mortos violenta­mente anda pela volta das três dezenas.
Hoje um pouco por toda a parte, sobretudo em terras de missão, as situações de insegurança aumentam. Hoje a geo­grafia do martírio não se limita como nos primeiros tempos do cristianismo ao espaço da confissão da fé. O martírio do missionário hoje não nasce tanto de uma profissão explícita da fé, mas da sua comunhão com os outros mártires: os humilhados e excluídos da história. Chamemos-lhe campos de refugiados, integralismo muçulmano, guerra étnica, intolerância religiosa, miséria imerecida, luta pêlos direitos mais elementares. É um espaço de martírio que hoje cobre uma vasta geografia sem tempo nem limites marcados.
Existem três espécies de martírio características da missão de hoje: o martírio da caridade, o martírio da não-violência ou dos inocentes e o martírio da esperança.
O martírio da caridade consiste em amar os outros até dar a vida por eles: ficar a seu lado nas horas em que a comunhão, a solidariedade, são a única maneira de ficar ao lado de Cristo. É a missão da comunhão, da presença.
O martírio da não-violência é o martírio dos inocentes, dos desarmados, dos despojados de todas as defesas. Dos que não sabem defender-se nem têm quem os defenda. É a mis­são da incompreensão, a solidão da cruz, da "hora de Jesus.
O martírio da esperança fala-nos de uma confiança a toda a prova, no amor de Cristo ao mundo, na paciência de Deus, do viver na fronteira, quando tudo aconselhava a refu­giar-se nas trincheiras da retaguarda. É a missão da semen­te, do tempo que há-de vir, do acolhimento dos tempos de Deus.
Esta insegurança não é apenas física mas também psi­cológica. Antigamente partia-se para missão para toda a vida. A missão identificava-se com a igreja missionária. Hoje nunca sabemos até quando a nossa presença é necessária ou permitida. Somos hóspedes em terra estrangeira e o hós­pede depende de quem o acolhe.
Antigamente tínhamos estruturas sólidas em que o mis­sionário se apoiava e que lhe garantiam uma certa estabili­dade. Hoje a única segurança que ele tem é a do Espírito que o envia e terá que caminhar "como se visse o invisível".

 

terça-feira, 1 de abril de 2008

Big Bang de Deus


Jornadas de Teologia em Braga

O “Big Bang de Deus” é o sugestivo título dado pelos alunos da Faculdade de Teologia a mais uma edição das Jornadas Teológicas que vão colocar em confronto duas teorias sobre a origem do mundo.
Criacionismo e evolucionismo vão estar em debate nas XX Jornadas Teológicas que são organizadas pela “Cenáculo” – Revista dos Alunos da Faculdade de Teologia – Braga e pela Associação de Estudantes da Faculdade de Teologia de Braga (AEFTB), entre os dias 21 e 23 de Abril.
Para os organizadores «hoje, como sempre, continua a colocar- se a velha questão nunca respondida: o que é que originou o mundo, Deus ou o “Big Bang”? Que teorias aceitar, o criacionismo ou evolucionismo? Certamente que estas interrogações actualmente não se colocam nestas condições nem tendem a colocar-se numa linha de oposição fechada, salvo algumas concepções tendenciosas e fundamentalistas... Será? É o que tentaremos ver nestas jornadas teológicas», pode ler-se no panfleto de divulgação do evento.


Programa:

Segunda feira, 21:
A Orquestra de Câmara da Artave abre as jornadas com um momento cultural.
Álvaro Santos Pereira da Universidade de York, EUA, e autor de “Diário de um Deus criacionista” e “Mitos da economia portuguesa”, fala sobre “o olhar da literatura sobre a Criação e a Evolução”.


Terça Feira, 22:
Rafael Pascual, do Atheneum Pontificium Regina Apostolorum de Roma, intervém a respeito da “teologia da Criação e teoria da Evolução”.


Quarta Feira:
É reservado espaço para uma mesa redonda subordinada ao tema “Razão da Criação ou Fé na Evolução” e que será moderada pelo director da Faculdade de Filosofia de Braga, Alfredo Dinis.
De um lado, Jonatas Machado, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra defende o pensamento criacionista e do outro, Ludwig Krippahl, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, defende o pensamento evolucionista.


As conferências começam pelas 21h00.
Durante as conferências haverá uma “Feira do Livro” a preço de saldo.


Fonte: ecclésia

 

segunda-feira, 31 de março de 2008

Homilia


O Bispo preside à caridade

Extratos da homilia de D. José Policarpo na ordenação episcopal de D. Joaquim Mendes, novo Auxiliar de Lisboa

"O modelo ideal da Igreja comunhão (Act 2, 42-47), acentua a importância do ministério apostólico no fazer da Igreja como comunhão de fé e de caridade. A Palavra de Deus é o fundamento da fé, preside ao início e ao crescimento da comunidade crente.
O Bispo é, antes de mais, profeta, isto é, ministro da Palavra; congrega para a Eucaristia, dá-lhe a densidade da memória da Páscoa, acredita que nela a Igreja cresce, em número e em fidelidade. É hoje uma das principais responsabilidades de um Bispo: tudo fazer para que a Eucaristia seja o coração da Igreja, salvá-la como mistério de fé, torná-la na experiência inevitável e contagiosa da comunhão fraterna.
É missão do Bispo presidir à caridade, em todas as suas expressões, e também na partilha de bens. Dimensão complexa no mundo de hoje, até porque dentro da Igreja se reflectem as grandes clivagens da sociedade, em que alguns vivem na abundância e outros não têm o mínimo necessário.
A preocupação social é, hoje, de toda a sociedade, e particularmente, de quem a governa, para que no seu crescimento harmónico se reduzam essas diferenças.
O contributo da Igreja é, sobretudo, esse: de cultivar no coração dos cristãos o desejo de partilha. Esta exigência da partilha alarga-se, hoje, ao horizonte da humanidade. Todos os pobres, em qualquer parte do mundo, são nossos irmãos".

 

sábado, 29 de março de 2008

Se queres...


Vida é vocação

Ao jovem rico Jesus disse: “Se queres ser perfeito vai vender tudo o que tens e dá o dinheiro aos pobres. Ficarás assim com um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Cfr Mt 19, 16-22).
Se queres… é um convite! Não uma imposição!
Se queres… é Jesus Cristo que chama, que faz um apelo pessoal a segui-lo livremente.
Se queres… é o Senhor que toma a iniciativa de vir ao encontro de cada pessoa para lhe oferecer o seu amor.
Se queres… é um convite a cada pessoa para responder livremente a esta proposta de felicidade. A resposta afirmativa conduz a pessoa a uma crescente intimidade com Deus e a uma atitude de amor e serviço aos irmãos.

O tema da vocação interessa a todas as pessoas, sobretudo adolescentes e jovens. Cada uma necessita de saber qual o plano de Deus a seu respeito. Não é fácil escutar esta voz num mundo cheio de ruídos e também não é fácil passar esta mensagem como boa notícia. Jesus Cristo ressuscitado deve ser anunciado com clareza e simplicidade. O importante é fazer passar a mensagem de que vale a pena aceitar o desafio de o seguir.

PS: No próximo domingo dia 13 a Igreja celebra o dia mundial de oração pelas vocações.

 

sexta-feira, 28 de março de 2008

Campo vocacional

© JVieira
Jovens à descoberta

Cerca de 70 jovens estão a participar num campo vocacional organizado pelos oito institutos religiosos presentes em Juba em colaboração com o clero local.
Os participantes, mais rapazes que raparigas, vêm das paróquias de Juba e arredores.O encontro decorre na paróquia de Gumbu, a 14 quilómetros de Juba, na outra margem do Nilo Branco.
O campo vocacional começou na terça-feira e termina no domingo.
Os participantes estão a reflectir sobre a vocação em geral, sobre o sacerdócio e sobre os carismas dos diferentes institutos presentes em Juba para projectarem o próprio futuro.
Oração, palestras, desporto, vídeos e convívio são actividades do programa diário que os jovens seguem.
Na quinta-feira feira fui visitá-los – a manhã foi dedicada ao carisma comboniano – e fiquei encantado com o clima de alegria, camaradagem e empenho que encontrei.
Apesar de a chuva estar a dificultar as coisas.
Os salesianos estão a recuperar a paróquia de Gumbu, mas as instalações ainda são bastante precárias.
Os jovens estão alojados em algumas construções rudimentares que servem de escola, igreja e sala de reuniões.
A população abandonou a aldeia devido aos ataques dos rebeldes do Norte do Uganda e só agora é que estão a voltar a casa.
A paz entre o LRA (Exército de Resistência do Senhor) e o governo ugandês vai ser assinada a 5 de Abril em Juba pondo termo a mais de 20 anos de guerra, morte e destruição.

 

Criar laços


Concerto solidário

Dia 9 de Abril, às 21.30h, no auditório dos HUC, realiza-se um concerto de solidariedade em prol do trabalho desenvolvido pelas irmãs Adoradoras.
Actuam André Sardet, José Cid, Polifónico de Coimbra.

As Irmãs Adoradoras dedicam-se ao trabalho na área social, e procuram dar respostas a problemas que afectam a mulher e adolescentes em situações de violência: jovens adolescentes de alto risco provenientes de famílias carenciadas, toxicodependentes, mulheres que recorrem à prática de prostituição, jovens mães Sem-Abrigo (Casa da Graça), mulheres vítimas de violência doméstica.

Jovens e Missão associa-se a esta iniciativa e congratula-se com esta onda de solidariedade.
Coragem e confiança.

 

quinta-feira, 27 de março de 2008

Ressurreição


Discípulo de Cristo ressuscitado

Um possível testemunho de Pedro, desta experiência da ressurreição de Jesus.

"Jesus foi morto numa cruz. Que desilusão! Tudo tinha acabado e eu regressei à minha actividade de pescador. O mesmo fizeram outros que tinham seguido Jesus.
Recomecei o meu trabalho no Lago Tiberíades como se nada tivesse acontecido. Fui para o mar e, nessa noite, nem um peixe para amostra.
Na manhã seguinte, na margem do lago, aparece um desconhecido que vem ter connosco como se já nos conhe­cesse. Interessou-se por nós, da nossa fome e depois deu-nos indicações dizendo-nos para lançarmos as redes para o lado direito. Fiquei indignado: «Mais um que quer ensinar-nos a pescar!»
Mas conti-me e lancei as redes como ele disse. Digo-vos que foi um sucesso. A rede estava tão cheia que não con­seguíamos puxá-la para a terra.
Foi então que João, o preferido de Jesus e muito meu amigo, reconheceu que esse homem que estava na margem era Jesus e exclamou: «É o Senhor!»
Naquele momento, não pensei em mais nada. O meu coração bateu forte e dentro de mim fez-se uma grande luz: «Jesus? É mesmo ele? Afinal não acabou tudo!»
Tirei a roupa para poder nadar à-vontade, saí do barco e lancei-me ao encontro de Jesus.
Com este meu gesto de me atirar à água e me dirigir para Jesus manifestei, mais do que com mil palavras, a minha fé em Jesus Ressuscitado. Os meus olhos como que se abriram e reconheceram que ele estava vivo. Ele é o Senhor!
Com a vinda do Espírito Santo, que Jesus prometera, tornei-me testemunha da ressurreição. Pregava nas praças e muita gente acreditou no meu testemunho. Era como que o braço direito de Jesus, que continuava a fazer maravilhas por meu intermédio. Acontecia uma pesca milagrosa: muitas pessoas a quererem seguir Jesus e a pedir para serem baptizadas.
Aconteceu-me fazer curas precisamente como Jesus. Recordo-me de um coxo que pedia esmola à porta do templo. Disse-lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas dou-te tudo o que tenho: em nome de Jesus de Nazaré levanta-te e caminha!» E o coxo começou a saltar de alegria.
Tornei-me verdadeiramente num pescador de homens. E era o timoneiro da barca que era a Igreja. E foi assim que cheguei a Roma.
No reinado de Nero, houve uma grande perseguição contra os cristãos. Sabia que não merecia ser digno de morrer como Jesus. Pedi então para ser crucificado de cabeça para baixo.
Tive momentos felizes e infelizes. Mas, apesar dos altos e baixos, não se apagou no meu coração o primeiro entusiasmo quando, pela primeira vez vi Jesus e fiquei por ele cativado. Ele é tudo para mim!"

 

terça-feira, 25 de março de 2008

Páscoa Missionária

Lamarosa e Erra

Algumas fotos de actividades da Páscoa Miossionária em Lamarosa e Erra. Iaginamos que em Vide e Vila Pouca enha sido parecido. Oxalá!

Com as crianças em trabalho

... Brincando

Missa do lava-pés

Àrvore da vida

Via Sacra pelas ruas da "City"

O grupo em oração

O grupo em lazer

Em amena cavaqueira na vigília

Orquestra pascal

 

quinta-feira, 20 de março de 2008

Jesus é ...


Páscoa Feliz
JESUS É …
… Para quem não vive só para comer e “gozar” a vida;
… Para quem busca verdadeiramente a felicidade e a paz;
…Para quem sabe que o amanhã começa hoje;
… Para quem sabe ser ele próprio e não uma clonagem;
… Para quem tem audácia e aceita grandes desafios;
… Para quem está disponível para amar como Jesus;
… Para quem quer na vida alcançar grandes metas;
… Para quem gosta de um Deus jovem e que ama;
… Para quem sonha de olhos abertos um mundo novo;
… Para quem está disponível para renunciar ao egoísmo;
… Para quem gosta de servir e dar a vida pelos outros;
… Para quem quer ter um projecto de vida;
… Para quem quer viver eternamente no paraíso.

Durante o tríduo pascal não teremos oportunidade de voltar aqui. Por isso aqui deixamos os nossos votos a todos de felizes festas de Páscoa, na paz, comunhão e alegria de Cristo Ressuscitado.

 

quarta-feira, 19 de março de 2008

Dia do Pai


Para meu Pai

Para todos os pais, com uma carinhoso abraço de agradecimento.

Desde pequeno me lembro de chamar por ti
Comecei novo a conhecer-te o nome
Uma palavra tão meiga e simples de aprender
Meus lábios repetiam o nome de Pai.

Lá na escola brigava com os meus colegas
Que difamavam o teu nome sagrado.
Eras pra mim a vida, um Deus a defender
Só contigo eu sentia verdadeiro amor.

Toda a vida quis dizer-te quanto te amava
Mas nem sempre coragem encontrei
Quero agradecer-te por me teres criado assim
E me ensinares a dizer teu nome: Pai.

Embora longe da tua presença amiga
Recordo os dias passados nos teus braços
Tenho-te sempre presente no meu coração
Onde quer que estiver estarás comigo

Obrigado pelo teu amor
Que me deste ao nascer.
Obrigado pelo teu amor
Obrigado, obrigado, meu Pai.

autor desconhecido

 

terça-feira, 18 de março de 2008

JO


Boicotar os jogos olímpicos?

Fala-se cada vez mais na possibilidade de boicotar os jogos olímpicos de Pequim. Há algum tempo atrás o realizador Steven Spielberg deu o mote quando demissionou do comité de organização, do qual fazia parte, justamente para protestar contra o apoio da China às autoridades do Sudão no conflito do Darfur.
A seis meses do início dos jogos, inúmeros intelectuais e muitas associações, sobretudo de defesa de direitos humanos (a Amnistia Internacional, por exemplo), se mobilizam numa campanha de sensibilização junto de dirigentes e atletas para não participarem na competição.
Muitas petições e actividades de sensibilização social e política se sucedem no mesmo sentido.
Ultimamente é a situação instável no Tibete que volta a colocar a mesma questão.
Nós sabemos que nos anos 80 e até 90, os boicotes aos jogos olímpicos foi uma modaarma usada frequentemente, a ponto de alguns jogos não terem nenhuma participação de atletas do então bloco de leste, assim como outros primarem pela ausência de atletas ocidentais. Estávamos então em plena luta de influência dos blocos ocidental e de leste, dirigidos pelos EUA e União soviética.
Hoje, o poder económico da China a nível mundial, relações internacionais menos desconfiadas e com a globalização no seu auge, parece-me improvável um boicote, pelo menos, institucional e sistemático. No entanto não será de excluir que um ou outro atleta, mais sensível aos direitos humanos possa aderir a uma dessas campanhas em curso.
A evolução da situação do Darfur, no Sudão, o lobbie de personalidades conhecidas, os interesses económicos e, sobretudo, a situação no Tibete, terão certamente uma palavra de peso nas decisões a tomar no futuro.